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Postado em: 1/04/2019 | Por: Equipe Do site Grileiros matam marido de professora e expulsam famílias em divisa de Acrelândia

Foram horas de terror no último sábado no ramal da torre, sul de Lábrea (AM), na divisa com o município de Acrelândia e Rondônia na altura de  Nova Califórnia. Cerca de 40 famílias foram surpreendidas com a chegada de jagunços fortemente armados, e se viram obrigados a deixar tudo em troca da própria vida.

O posseiro conhecido por Nemes, que deve ter 53 anos, foi assassinado a tiros de espingarda, dentro da propriedade que morava a vários anos, ele era marido de uma professora na região como Enedir. Famílias passaram várias horas reféns de pistoleiros.

 

A reportagem de acjornal localizou dois posseiros, que fazem o alerta: há pessoas feridas desaparecidas dentro da mata. “Eles chegaram dizendo que pra viver a gente teria que deixar tudo e sair com a roupa do corpo”, relata um posseiro. Vários implementos agrícolas, maquinas pesadas e veículos foram abandonados.

O corpo do marido da professora foi resgatado por cerca de 150 homens, da própria comunidade, por causa da demora da polícia acreana em entrar na região. O homem foi alvejado quando tentava salvar pertence de sua casa, que foi incendia pelos jagunços. Com extrema dificuldade, o corpo foi trazido para o IML de Rio branco.

“Nós saímos com vida por que nós nos humilhamos. Foi pela misericórdia de Deus”, relata uma posseira. “Eles diziam o tempo todo que estavam lá para matar. E realmente mataram”.

De acordo com informações de moradores da região, as vítimas são grileiros de terra que chegaram no ramal há algum tempo. A região é conhecida por ser alvo de grileiros e posseiros. Várias pessoas já foram mortas no local por causa de brigas por terra. Cerca de 80% dos moradores da comunidade são oriundos de Acrelândia.

A região é marcada por intensas disputas de terras e considerada uma área perigosa por se tratar de invasões. É comum ver jagunços armados. Segundo moradores, jagunços expulsaram cerca de 150 pessoas de suas casas armados com rifles e revólveres.

“As informações são desencontrada ainda por estarmos numa área perigosa. Ninguém fala, ninguém quer falar com medo. Todos estão traumatizados depois da chegada dos grileiros”, disse João Nunes, membro da Pastoral da Terra da Diocese de Rio Branco, que acompanha o caso.

 

 

 

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Fonte: acrelandianews  /  www.rofronteiras.com.br

 

 

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